A Usiminas deverá
receber em meados de junho os recursos provenientes de aumento de capital no
valor de R$ 1 bilhão, aprovado ontem pelos acionistas da companhia mineira em
Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na capital mineira. O aporte,
que será feito por meio da emissão de 200 milhões de ações ordinárias, é esperado
como saída para a recomposição do caixa da empresa,... (continua)
afastando as pressões por
um pedido de recuperação judicial, e condição de um programa de renegociação
das dividas da siderúrgica em curso com bancos credores.
Os
acionistas têm prazo, agora, de um mês para fazer a subscrição das novas ações,
ao preço de R$ 5 por nova ação. Defensor da capitalização, o grupo japonês
Nippon Steel & Sumitomo, que compartilha com o ítalo-argentino
Ternium/Techint o controle da empresa, se comprometeu a subscrever as ações
ordinárias decorrentes tanto do exercício do seu direito de preferência quanto
de eventuais sobras, até o limite de R$ 1 bilhão. A aprovação do aumento de
capital era necessária para que as principais instituições financeiras credoras
da Usiminas congelassem a dívida da siderúrgica por 120 dias.
A
suspensão da cobrança foi acertada em 17 de março, quando oito bancos firmaram
com a empresa um instrumento legal chamado 'Acordo Standstill', que prevê a
suspensão da exigência de pagamento do montante principal dos débitos, assim
como o cumprimento de índices financeiros definidos em contratos. A Usiminas
deve quase R$ 8 bilhões, relativos, em boa parte, a um grande pacote de
investimentos – feitos entre 2008 e 2014.
Em nota
enviada ontem ao Estado de Minas, a diretoria da Usiminas informou estar
trabalhando “com foco em liquidez e credibilidade”, no processo de renegociação
de suas dívidas. “Paralelamente ao aporte aprovado em AGE na data de hoje
(ontem), a Usiminas está negociando a utilização de recursos em caixa da
subsidiária Mineração Usiminas e implantando um conjunto de medidas internas,
tais como: contenção de investimentos, controle do capital de giro, redução das
despesas gerais e administrativas, ajuste da capacidade produtiva à demanda do
mercado e busca por venda de ativos não estratégicos”, diz a nota.
Com base
no cronograma da operação esperado, os recursos deverão ingressar na companhia
em cerca de dois meses. O presidente do conselho de administração da companhia,
Marcelo Gasparino da Silva, disse ao EM que a aprovação do aporte de capital
foi uma grande vitória, em razão da presença de acionistas na AGE que
representam 82% do capital votante da Usiminas e 7,5% das ações preferenciais
de emissão da empresa. “Isso evidencia confiança de que a companhia, por meio
de seus administradores e corpo funcional, poderá reverter o cenário de crise
que vem afetando a Usiminas”, afirmou.
Fonte
próxima da siderúrgica ouvida pelo EM considerou, ontem, que a aprovação do
aumento de capital dá nova perspectiva à Usiminas, sob consenso dos acionistas,
inclusive os controladores Nippon Steel e Ternium, em conflito. “A partida foi
dada”, disse. Os atuais acionistas têm o direito de preferência resguardado
para a aquisição das novas ações a serem emitidas, fora do bloco de controle,
pelo prazo de 30 dias a contar da divulgação do “Aviso aos Acionistas”.
Fonte: http://www.em.com.br/

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